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ANIMAIS

Lagarto-de-água do Parque Nacional Peneda-Gerês.  (ANIMAIS) Inserido Wednesday 13 August 2008 23:49

Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi), Parque

Nacional Peneda-Gerês

MORFOLOGIA GERAL (ADULTO

 

Lagarto de tamanho médio com hábitos semi-aquáticos, de aspecto geral robusto, com o corpo não achatado e membros pentadáctilos. Cabeça 1/3 a 1/5 mais comprida que longa. Coloração: Tom verde ou verde-amarelado fortemente ponteado a negro, pigmentação densa e escura na região ventral. A coloração é uma das características que reflete o dimorfismo sexual. Escamas: Placa occipital de contorno trapezoidal, relativamente pequena, muito mais estreita no bordo posterior do que a frontal; colar distinto, constituído por 9 a 14 escamas. Rostral em contacto com o orifício nasal. Frequentemente 2 pós-nasais, 4 supra-labiais, 2 grandes supra-temporais, e 3 a 6 supra-ciliares de cada lado. As placas temporais variam em forma e tamanho, sendo frequentemente em número de 15 a 31. Masetérica diferenciada. Em geral, 4 supra-oculares. Frequentemente de 2 a 11 grânulos entre as supra-ciliares e as supra-oculares. A placa timpânica é frequentemente pouco nítida. As supra-nasais contactam entre si. Normalmente 5-7 infralabiais de cada lado e 5 pares de sub-maxilares. Prega gular presente. Na região dorsal do corpo, as escamas são arredondadas ou ovais, ligeiramente carenadas. A região lateral possui escamas lisas. No total, contabilizam-se de 45 a 58 escamas numa linha transversal do centro do corpo. Ventrais dispostas em 8 filas longitudinais (mais raramente 10) e 27 a 34 transversais. Placa pré-anal rodeada anteriormente por 1-2 semi-círculos de escamas mais pequenas. Poros femorais em número de 10-18 de cada lado. Número de dedos: 5 DIMENSÕES: Comprimento do corpo: Fêmeas - 120 mm; Machos - 117 mm. Pode atingir 300 mm de comprimento total. DIMORFISMO SEXUAL: Os machos adultos possuem cabeças proporcionalmente mais largas e robustas, e o corpo é relativamente mais curto e forte. As fêmeas alcançam maior comprimento do corpo e possuem cabeças relativamente mais estreitas e menos robustas. Na coloração dorsal dos machos predominam os tons verdes, ou verde amarelado sobre tons castanhos que se restringem a uma banda difusa vertebral, na parte posterior do corpo e cauda. Existe também, frequentemente, um ponteado negro mais ou menos denso, mas que nunca forma manchas escuras. Ventralmente são amarelados com manchas negras geralmente densas. A cabeça pode ser castanha-acinzentada; no entanto, na época de reprodução adquire tonalidades azuis intensas na garganta, de lado e por vezes também na parte superior. As fêmeas normalmente apresentam o dorso acastanhado ou acinzentado, mas o verde pode também ser a cor predominante. Com frequência apresentam manchas escuras relativamente grandes, distribuídas ao longo de uma banda vertebral e outra lateral de cada lado do corpo. Por vezes, nos flancos podem observar-se ocelos brancos bordeados de escuro, nunca presentes nos machos. Ventralmente podem não ter pontos escuros, e quando têm, as manchas são muito menores que nos machos. Caracterização de juvenis Os recém nascidos apresentam um comprimento de corpo de aproximadamente 31 mm. A coloração dorsal é castanha-acizentada com uma série de manchas mais escuras, distribuídas numa banda central e noutra banda, de cada lado. Ventralmente são esbranquiçadas ou amareladas.

Habitat

Habita normalmente em regiões montanhosas e nas suas orlas, em zonas relativamente húmidas, encontrando-se geralmente associado a cursos e linhas de água com coberto vegetal denso (galerias ripícolas). Prefere os locais com vegetação arbustiva bem estruturada, que lhe proporciona alguma protecção, mas de coberto arbóreo esparso ou mesmo nulo, pois necessita de exposição solar. Parece não ser afectado por zonas agrícolas (p.ex. sementeiras, pomares) desde que estas não interfiram na estrutura da galeria ripícola. Requer ainda algum substrato rochoso, o qual lhe proporciona abrigos e esconderijos. Este substrato pode ser de origem natural (pedras e/ou afloramento rochoso) ou antropogénica - os muitos frequentes muros de pedra a ladear as ribeiras.

Actividades/Hábitos

Estes lagartos trepam facilmente a muros de pedra e arbustos. Como curiosidade refira-se que não hesita em mergulhar na água quando ameaçado, tendo já sido encontrada uma fêmea grávida totalmente imersa na água. CIRCADIANA: Diurna SAZONAL: A actividade desta espécie não é uniforme ao longo do ano, e varia consoante a latitude e a altitude onde as populações habitam. Em geral, a actividade inicia-se entre Março e Maio.

Alimentação

Alimenta-se basicamente de insectos e aracnídeos. Na sua dieta podem também ser incluídos alguns gastrópodes e mesmo frutas e pequenas lagartixas.

Reprodução

IDADE DE MATURAÇÃO: As fêmeas atingem a maturidade sexual com um comprimento do corpo de 79,5 cm (2 a 3 anos); os machos com 70 cm de comprimento do corpo. ÉPOCA DE ACASALAMENTO: Pouco depois da hibernação, que varia com as condições climatéricas. OVOS E POSTURAS: A fêmea põe em geral entre 5 e 24 ovos durante os meses de Junho ou Julho. Os ovos são brancos, elípticos e medem normalmente de 13,5 a 16,7 mm de comprimento e 8,25 a 11,2 de largura. A postura é colocada debaixo do solo, pedras ou entre raízes. TEMPO DE INCUBAÇÃO: Varia com a temperatura, existindo casos entre 78 e 90 dias.

 

Predadores/Competidores

As serpentes são os principais predadores. Aves e Mamíferos podem também ocasionalmente predar esta espécie.

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A borboleta  (ANIMAIS) Inserido Sunday 10 August 2008 21:48

Borboleta

 

Reino: Animália
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Super Família: Hesperioidea e Papilionoidea

As borboletas são insetos com dois pares de asas com membranas cobertas com escamas e peças bucais adaptadas a sucção. Vive melhor em regiões tropicais pelo clima quente e alimento abundante. Diferem das traças pelas antenas e pelo hábito diurno. Existem aproximadamente 200 mil espécies de borboletas, mas somente 120 mil estão registradas.
As borboletas são fecundadas pelo macho após deixarem a crisálida. A fêmea procura uma planta para colocar seus ovos, em alguns dias os ovos eclodem e saem lagartas que comem a casca dos ovos e a partir daí começam a comer folhas e não fazem outra coisa senão comer.
A próxima etapa da metamorfose das borboletas é chamada pupa. Na crisálida, a lagarta se transforma em borboleta lentamente. Quando o processo de transformação termina, a crisálida se abre e a borboleta sai. Quando sua asa estica e fica seca, a borboleta está pronta para voar.
As borboletas se alimentam de vegetais e néctar. Pesam cerca de 0,3 gramas sendo que a maior pode pesar 3 gramas. Chegam a ter 32 centímetros de asa a asa. As borboletas vivem em média duas semanas. 

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Olha o dorminhoco na janela...  (ANIMAIS) Inserido Sunday 29 June 2008 23:35

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Cobo Crescente - Kobus ellipsiprymnus  (ANIMAIS) Inserido Friday 16 May 2008 22:58

Cobo Crescente
Kobus ellipsiprymnus


Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Suborder: Ruminantia
Família: Bovidae
Sub-Família: Reduncinae


Habitat

São herbívoros que se encontram nas Savanas e zonas pantanosas onde se alimentam de ervas, plantas aquáticas e rebentos.

Caracterização

Esta espécie de antílope é conhecido por cobo crescente (devido aos seus chifres serem em forma de lua crescente) ou por burro de água devido ao facto de terem um corpo parecido com o de um burro e gostarem muito de água. A sua cor é normalmente acinzentada e apresentam como característica marcante, uma lua de pêlos brancos na traseira. Nesta espécie apenas o macho apresenta chifres, que têm vários anéis podendo chegar a 1m de comprimento. Vivem em manadas que tendem a aumentar durante o Verão. As fêmeas e as crias formam pequenos grupos. É uma espécie vulnerável que pode viver até aos 18 anos em cativeiro.

Curiosidades

Os cobos são dotados de uma espessa camada de pêlo longo, que está impregnado por uma secreção de numerosas glândulas, e são estas que permitem que nem uma gota de água lhes chegue à pele. Quando ameaçados podem fugir para dentro de água, onde nadam bem, podendo mesmo submergir, deixando só as narinas visíveis.

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Canguru de Bennet - Macropus rufogriseus  (ANIMAIS) Inserido Friday 16 May 2008 22:55

Canguru de Bennet
Macropus rufogriseus

Classe: Mammalia
Ordem: Marsupialia
Família: Macropodidae

Os cangurus encontram-se distribuídos um pouco por toda a  Austrália, em planícies áridas e em savanas. Existem cerca de 50 espécies de cangurus. Ao contrário dos cangurus vermelhos que atingem os 2 metros de altura, os cangurus de Bennett não crescem tanto, atingindo apenas 1,00m. Estes animais alimentam-se preferencialmente de folhas, rebentos, frutos e raízes. O período de gestação é de 30 dias, após os quais nasce um feto, com cerca de 2 a 3 cm, que migra para a bolsa marsupial da mãe, ligando-se a uma glândula mamária, e aí permanecendo até aos 6 meses de idade para se desenvolver. Normalmente nos mamíferos, após a reprodução o embrião começa logo a desenvolver-se, nos cangurus o desenvolvimento do embrião pode ser interrompido por algum tempo dependendo das condições climatéricas. Este sistema denomina-se de pausa embrionária. Os cangurus retomam o desenvolvimento embrionário, quando as condições são favoráveis e o alimento é abundante.   Entre os 6 e os 9 meses, a cria sai da bolsa, mas apenas temporariamente, regressando para descansar, proteger-se e beber leite. Os cangurus utilizam a cauda como suporte e para o equilíbrio enquanto se deslocam. Uma vez que só utilizam duas patas estes animais têm um gasto de energia inferior aos animais que utilizam as quatro. Os cangurus podem atingir uma velocidade de 40 a 50 km/hora. Não estão ameaçados mas, a destruição do seu habitat e a caça têm levado ao seu desaparecimento. A família macropodidae adquiriu o nome do género Macropus, que em latim significava “pé grande”, uma característica  bastante evidente neste animal.
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